Wagner, o último vagão e a locomotiva

O governador Jaques Wagner não saiu da sua habitual tranqüilidade com a repercussão da notícia publicada hoje em A TARDE e reproduzida pelos sites e blogs baianos, de que a administração do Aeroporto Internacional de Salvador ficaria subordinada à Superintendência Regional da Infraero em Recife. Em conversa por telefone com o ministro da Defesa, Nelson Jobim assegurou que o aeroporto da capital baiana, quinto mais movimentado do país, continua vinculado à direção geral da Infraero. Wagner e Jobim conversaram sobre o andamento dos estudos para implantação da segunda pista de Salvador, o novo aeroporto de Ilhéus. O governo contratou a consultoria de um especialista em áreas quaternárias (como são classificadas as dunas de Abaeté) para indicar soluções para o impacto da operação da nova pista – um investimento superior a R$ 200 milhões.

Questionado sobre as alegações de perda de prestígio da Bahia, Wagner ironizou os críticos: “esses que falam em perda de prestígio foram hegemônicos durante décadas e não foram capazes de trazer para a Bahia a direção do BNB, que sempre foi em Fortaleza, nem a Chesf e a SUDENE, sediadas em Recife desde sempre”, alfinetou Wagner. Para o governador, se houve desprestígio, foi no passado porque “esses críticos, quando estiveram no poder, desde a época da ditadura, optaram por ser o último vagão do trem do Sul, em vez de desejar ser a locomotiva do Nordeste.”

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